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DETALHE DE NOTÍCIA

Jan10
2012

Morte das abelhas: estudo diz que mosca parasitária pode ser a causa

Investigadores norte-americanos identificaram a mosca parasitária apocephalus borealis como possível causa do desaparecimento das abelhas domésticas. Esta mosca deposita os seus ovos no abdómen da abelha que, sete dias depois, acaba por morrer, segundo o estudo publicado na revista PLoS ONE.
 

 

De acordo com o jornal i, a investigação norte-americana diz que esta é uma das explicações para o fenómeno conhecido por distúrbio do colapso das colónias, que causa perdas nas colmeias (30% ao ano em média). Este problema tem um forte impacto na polinização natural, que desempenha um papel central na agricultura. “Observámos as abelhas durante algum tempo, percebemos que andavam aos círculos, muitas vezes sem sentido de direção”, explica Andrew Core, um dos autores do estudo da Universidade de São Francisco.
 

As abelhas infetadas geralmente pousam num único lugar, por vezes enrolando-se antes de morrer: “estão sempre a esticar-se e depois a cair. Pareciam zombies”, acrescenta.
 

As análises genéticas das colmeias afetadas por este parasita revelaram que as abelhas e as moscas estavam muitas vezes infetadas com um vírus que deforma as asas e com o fungo nosema ceranae, de origem asiática. Estes dois agentes já tinham sido associados ao distúrbio do colapso das colónias, pelo que os cientistas querem agora perceber qual será o papel do parasita, já que o fenómeno parece estar a alastrar.
 

Nos Estados Unidos, um terço das colmeias foi destruído, totalizando em 2008 cerca de um milhão. Europa, Ásia, América Central e do Sul registam perdas idênticas. “Se o número de abelhas continuar a diminuir nos níveis documentados de 1989 a 1996, as abelhas domésticas deixarão de existir em 2035”, dizia May Berenbaum, investigadora da Universidade de Illinois, muito antes de a praga ter sido descoberta.
 

Em Portugal esta situação também não está a passar despercebida. Em 2009 os especialistas em apicultura afirmavam que havia “um fenómeno de fuga e morte das abelhas”.
 

Atualmente já há estudos que confirmam as suspeitas da Associação de Apicultores do Centro de Portugal, que explicou ao jornal i, que toda esta situação está a ser “estudada no sentido de dar resposta aos apicultores associados”. 
 

Fonte: Vida Rural

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